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O perfil do profissional que as empresas procuram no mercado

February 18th, 2009 |  Published in Capacitação, Recursos Humanos  |  7 Comments |  19,120 views
This post was written by Maria Angélica

Tive a oportunidade de ler na revista Estudos e Negócios uma matéria escrita por Arnaldo Hase onde comenta as perguntas e respostas de uma mesa-redonda aberta que tratou este assunto. Um dos convidados foi a Professora Paulette Alberis Alves de Melo, considerei muito oportunos seus comentários para a realidade atual e fiz um resumo.

 

Com relação a quais são as características desejadas pelas empresas do Brasil em relação ao perfil profissional, a professora Paulette comentou:

 

Os profissionais precisam ter competências que sejam canalizadas para a geração de negócios para a empresa. São pré-requisitos: agilidade, coletividade e capacidade de gerar valor agregado ao produto. O profissional hoje precisa ser multifuncional, ter habilidade para trabalhar em equipe e ter uma série de atitudes resultantes de uma vertente ética pesada. Que seja capaz de compatibilizar inteligência, experiência e expertise, transformadas em valores éticos, e que tenha uma visão global mesmo que ele não trabalhe fora do país. Ao lado disso, ele precisa ser capaz de entender as estratégias de sua empresa, capaz de se auto-liderar a ponto de fazer parte dos grandes desafios que as empresas enfrentam, que são produzir mais com cada vez menos recursos de forma sustentável, recorrente, com responsabilidade social e respeito ao meio-ambiente. Estes são os caminhos que temos que tentar completar. Isso é o que cada um de nós terá que prover para garantir a própria empregabilidade. Eu preciso de uma empresa que seja socialmente justa, ambientalmente responsável e economicamente viável.

 

Quando olhamos para a realidade das empresas, precisamos de alguém que seja capaz de se auto-liderar para poder remar contra a correnteza e ser ético; garantir a sobrevivência da sua empresa e gerar valores de forma recorrente sustentável, de forma a gerar cada vez mais resultados com cada vez menos recursos. Cidadania, responsabilidade social e mais respeito ao meio-ambiemte.

 

E como eu me capacito para garantir isso para a minha empresa? Investindo no meu auto-desenvolvimento. O profissional precisa ter um nível de compromisso emocional tal que consiga auto-liderança, enriquecendo a si próprio, enriquecendo o ambiente e fazendo um ciclo contínuo.

 

De fato, pela primeira vez as pessoas têm na história a oportunidade de se auto-liderar, por isso precisamos buscar conhecimento e investir em nós próprios. Gerar as atitudes, expertise, o trabalho em equipe, energia e compromisso emocional a partir de ‘mim’. E fazer com que isso se transforme em compromisso social. Desafios que são do nosso tamanho e que nós podemos confrontá-los. Nós somos capazes.

 

As empresas contratam pela atitude, porque as atividades somos capazes de desenvolver. Precisamos sair da descrição do cargo e ir para a ação. É a atitude emocional que faz a diferença. O quanto de amor eu coloco no trabalho.

 

Muitas vezes o profissional se prepara com seus estudos, pós-graduação, cursos, idiomas e quando chega ao seu objetivo dentro de uma empresa, se acomoda. Nós temos que estar sempre atentos para o fato de estarmos vivendo no século da velocidade. A neurose da velocidade está sendo paradigmática para nós, mas em relação a pessoas, tenho que plantar e regar todos os dias. Isso que o profissional que entra na empresa tem que saber: tem que plantar e regar durante muito tempo.

 

É assim que quando olhamos para um cenário de incertezas, bate aquele medinho, aquela coisa de “para onde eu vou, será que estou no caminho certo?”…. Vou citar a frase de um filósofo: “Vá na direção em que seu medo cresce”. Você tem medo?.. Encare e brigue com coragem.

 

 A professora Paulette Alberis Alves de Melo é formada em direito, pós-graduada em Administração de Instituições Financeiras pela FGV, MBA em Gestão Empresarial também pela FGV, mestre em Administração pela Universidade IMES, superintendente regional do ABC do grupo Santander Banespa, professora da FGV/Strong, e atuante por 10 anos como presidente da ONG “trabalhando com Responsabilidade Social”.

 

7 comments ↓

#1 Gaston San Martin Gajardo on 04.05.09 at 4:14 pm

Prof. Paulete, quero parabeniza-la pela precisão na definição do perfil do Gerente de Projetos, estou plenamente de acordo.
Todavia, verifico que continuamente a busca por Gerentes de Projetos que incluem conhecimento técnico como Linux, Window2003 Server, Banco de dados Oracle, certificações Cisco ou certificação SCRUM.
Então eu penso o que realmente estas empresas querem? Um profissional capaz de executar a instalação do sistema operacional do servidor e a administração continua do Sistema Gerenciador de Banco de Dados, além de ser Gerente de Projetos ? Onde está o viés ? Será que as empresas estão querendo agrupar muitas qualidades de tecnicas e de gestão em um único profissional?
Gaston San Martin, PMP / ITIL

#2 Maria Angélica on 04.05.09 at 5:07 pm

Olá Gaston, infelizmente a realidade do mercado é essa, em vários foruns de Gerenciamento de Projetos vejo esta situação colocada em discussão. Considero que se deve fundamentalmente a falta de conhecimento de quem não pertence à nossa área.
Por isso é muito importante os gerentes de projetos divulgarem o que são as melhores práticas e para que servem, como também, as habilidades e o perfil de liderança necessário para o GP por sobre os aspectos técnicos.
É algo que devemos mudar entre todos, através de divulgação, palestras e trabalho voluntário, tomando uma atitude proativa para conseguirmos a mudança de paradigma.

Veja também os post deste blog sobre este assunto “O gerente de projetos precisa ser líder?” e “O que se espera do Gerente de Projetos”.

Abraços

#3 Jefferson Borges on 06.06.09 at 3:26 pm

Encontrei o site “por acaso” . Achei o formato muito interessante , bem como a abordagem aberta e franca de quem entende do assunto. De quem é , como se dizia antigamente , “do ramo”.
Muito bom, já salvei em meus favoritos.

Concordo absolutamente com Gaston, e acho que a abordagem tecnicista da carreira de gerencia de projetos acaba prejudicando o próprio negócio das empresas.

Mas , isso de fato só mudará com a divulgaçao ampla dos benefícios que o gerenciamento de projetos pode trazer.

#4 alex jose on 12.25.09 at 2:41 pm

Existe inumeros post na web com conteúdo orientado para formação de um perfil profissional contemporaneo. O que foi apresentado aqui é coerente com o tempo e necessidades do mercado. A contribuição do post nos trás uma pequena luz: amor profissional. Quanto de nós é atribuido ao trabalho? O fator emocional é mais um vez decisivo para o sucesso do individuo e da empresa.

#5 Maria Angélica on 12.25.09 at 4:42 pm

Alex
Seu comentário está certíssimo, o amor e a paixão que colocamos no trabalho é fator decisivo nos resultados. Obrigada pela colaboração neste blog.

Abraços!

#6 Luana Ciola on 01.22.10 at 12:35 pm

Paulete já fui sua aluna, hoje sua fã e busco aplicar na prática os ensinamentos.

#7 Mônica Teixeira on 02.01.10 at 12:25 pm

Para ler.

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