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A importância das premissas no Gerenciamento de Projetos

August 8th, 2009 |  Published in Escopo  |  2 Comments |  1,928 views
This post was written by Maria Angélica

Podemos definir as premissas como hipóteses, condições que assumimos como verdadeiras para o projeto. São fatores que, para propósitos de planejamento consideramos como certas, reais e seguras. Devem ser específicas, precisas e claras. O Gerente de Projeto não necessita comprovar que são verdadeiras, são afirmações que defino necessárias para a execução do projeto.

Devem ser validadas pelos stakeholders do projeto e resguardam ao gerente de projetos. É importante identificar desde o início do projeto o maior número possível delas e documentá-las.

Em determinados projetos formam parte da proposta ou do contrato assinado pela empresa executora com o cliente. Uma leitura detalhada deste documento permitirá identificar grande parte delas. Pode-se realizar brainstorming com a equipe para detectar outras não previstas.

Preciso documentar detalhadamente estas premissas como condições verdadeiras para a execução do projeto. Alguns exemplos são:

- O cliente deverá assinar a Especificação de Requisitos Técnicos antes do desenvolvimento do produto que atenderá a solução requerida.

- O cliente deverá disponibilizar a área de trabalho da equipe até 21/08/2009.

- O fornecedor disponibilizará o produto em até 24 horas a partir da entrada da solicitação do cliente.

- O cliente deverá comunicar os dias não laboráveis com uma antecedência mínima de 48 horas.   

Onde está o perigo de uma má definição destas premissas? Premissas não identificadas ou não documentadas poderão ocasionar problemas no decorrer do projeto ou fazê-lo soçobrar.

Estas suposições geram um  risco que deverá ser mapeado e controlado. Então, onde vamos analisar se as premissas definidas não se cumprirem? No Gerenciamento de Riscos.

Ou seja, precisarei definir quais serão as ações de mitigação, transferência, contingência ou assumir o risco caso não sejam cumpridas.

Se o cliente não disponibilizar a área de trabalho na data prevista, o que faremos?… assumimos o atraso do projeto, preparamos uma área alternativa, etc.

Portanto, as premissas são fundamentais para nos permitir garantir a execução do projeto. Quanto mais completa seja nossa Declaração de Escopo com as premissas, estaremos mais resguardados das possibilidades externas que podem afetar nosso projeto.

 

2 comments ↓

#1 Paulo Ricardo on 09.02.09 at 4:39 am

Olá, bom dia.

Excelente artigo!
De fato, um mal levantamento das premissas na fase de planejamento do projeto pode sim, muitas vezes, gerar problemas na execução outrora não “visualizados”. Entretanto, o gerenciamento de riscos seria o remédio para tal, sendo assim, o grande probema mesmo é o que controle dos riscos não é levado a sério, quer dizer, tudo é levado no calculo hipotético de utilização de técnicas estatísticas (CHUTE).

#2 Maria Angélica on 09.02.09 at 6:30 pm

Olá Paulo,

Obrigada por seu aporte neste blog.
Você tem razão. Essa é a diferença entre a teoria das boas práticas e a prática verdadeira.
Eu não diria que o controle de riscos não é levado a sério. Pela realidade das empresas, globalização, faturamento, objetivos de negócio, cultura da empresa etc. que vivencio diariamente, não sempre é possível fazer um plano de projeto completo com toda a análise que as boas práticas recomendam. Portanto, algumas das áreas de gerenciamento não são planejadas e documentadas como deveriam e isso deixa o gerenciamento de riscos sem um controle estruturado.

Abraços!

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